terça-feira, fevereiro 27, 2024
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Metaverso o que é e quais são os benefícios?

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Metaverso dizem que é o futuro da internet.

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O Facebook faz dele a sua prioridade. E outras gigantes da tecnologia estão investindo milhões na criação do Metaverso. Hoje vou explicar o que é esse novo universo digital que promete transformar nossas experiências online. E, é claro, falar sobre os riscos que ele traz!?

 

A palavra “meta” vem do grego e significa algo como “além”. Já o termo “metaverso” apareceu em 1992 no livro de ficção científica Snow Crash, em que humanos, representados por avatares, interagiam em um ambiente virtual, paralelo.

 

Para quem não sabe, avatares são como “bonequinhos” customizados e comandados por alguém.

 

Hoje, grandes empresários da tecnologia estão apostando na transformação do que era ficção científica em realidade.

 

No final de outubro, o grupo Facebook anunciou que o nome corporativo da empresa será agora Meta. A mudança não afeta os nomes das plataformas individuais da companhia, o Facebook, Instagram e WhatsApp.

 

O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, afirmou que a reformulação acompanha seus novos projetos, que vão muito além do filão já tradicional das redes sociais. O nome Meta atende ao que Zuckerberg disse acreditar ser o futuro da sua companhia, e da internet.

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Ele explicou que vê no metaverso a possibilidade das pessoas se teletransportarem por meio de hologramas para ir ao escritório, ou seja, sem precisar se deslocar de verdade; ou até mesmo pra assistir um show com amigos. O metaverso traz novas possibilidades também para as compras, para o estudo, para o lazer… Aliás, o mundo dos videogames já vem há algum tempo dando pistas do que pode ser o metaverso.

 

A Epic Games, desenvolvedora do jogo Fortnite, um fenômeno mundial, levantou em abril US$ 1 bilhão em investimentos para bancar, abre aspas, “sua visão de longo prazo para o metaverso”. O diretor da Epic Games, Tim Sweeney, é um entusiasta do metaverso, assim como Zuckerberg.

 

O Fornite já promoveu a exibição de filmes e shows em seu ambiente virtual, como em agosto, quando a cantora americana Ariana Grande fez apresentações dentro do jogo para milhões de pessoas.

 

E como seria acessar o metaverso?

 

Metaverso o que é e quais são os benefícios?

 

Apetrechos parecidos com óculos, capacetes e grandes fones de ouvido conectados provavelmente vão ajudar nessa imersão. Alguns aparelhos do tipo já são usados hoje no que chama-se de realidade virtual — que possivelmente será vista no futuro como um estágio primitivo do metaverso. Imagine passar dessa troca online que estamos tendo agora em duas dimensões a um ambiente com três dimensões.

 

Os entusiastas do metaverso prometem também avanços na ciência e na medicina, porque tamanha conectividade e tantas possibilidades de interação facilitariam a colaboração científica e permitiriam, por exemplo, que especialistas de diversos países se reunissem em uma sala de operações virtual.

 

A Microsoft também está apostando nesse futuro e anunciou recentemente o que acredita ser sua “porta de entrada” para o metaverso: o Mesh for Teams, uma plataforma mais interativa para reuniões, com avatares substituindo as imagens de câmeras. Mas esses são apenas os primeiros passos de uma caminhada bem longa: as próprias empresas dizem que seus projetos mirando o metaverso têm prazos de 10 a 15 anos.

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Embora tecnologias existentes hoje, como a conexão 5G, estejam abrindo o caminho para o metaverso, ainda há muito aprimoramento pela frente para sustentar esse mundo altamente conectado. Se em muitos lugares já é difícil manter uma videochamada sem problemas de conexão, imagine a demanda de dados para reproduzir um metaverso e interagir nele.

 

Metaverso o que é e quais são os benefícios?

 

Também já existem especialistas se manifestando sobre riscos que o metaverso pode trazer, como a ampliação da vigilância sobre todos nós. Afinal, este mundo traria mais câmeras, sensores e apetrechos nos acompanhando e coletando informações.

 

Por isso Marcus Carter, professor de cultura digital da Universidade de Sydney, na Austrália, disse que as tecnologias de realidade virtual são possivelmente os aparelhos digitais com maior capacidade de extrair nossos dados, dentro das nossas próprias casas, na próxima década.

 

E claro, também preocupa saber quem terá o controle desses dados.

 

Foi o que apontou a professora Carissa Véliz, do Instituto para a Ética da Inteligência Artificial da Universidade de Oxford, na Inglaterra. E ainda que o Facebook — ou melhor, Meta — garanta dar ênfase à proteção dos dados, casos do passado e revelações recentes da ex-funcionária Frances Haugen colocaram em questão o compromisso real da empresa com o bem-estar e a segurança dos seus usuários.

 

Por isso tudo, as consequências do metaverso não devem ficar restritas apenas à realidade virtual.

 

Com isso, eu fico por aqui. E o que você acha de tudo isso?

 

Muito obrigada e até a próxima!

Gisleini Cipriani
Gisleini Cipriani
Publisher, Redatora, amante de filmes romanticos e histórias de amor. Gosto de tudo que envolve a arte e a moda, decoração e dicas de casa.

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