Criptomoedas: como investir os primeiros 1.000 reais

Já estudou tudo sobre Bitcoin, criptomoedas e agora quer colocar a mão na massa mas não sabe como?

 

Hoje eu vou te dar um exemplo de como eu faço pra aportar em cripto, e mostrar tim tim por tim tim como eu investiria 1.000 reais em criptomoedas. O primeiro passo é estudar! E claro, ter feito os primeiros passos de todo investidor: Acabar com as dívidas, organizar as finanças e ter feito uma reserva de emergência. Depois de ter feito a gente precisa montar uma Estratégia de Investimento. Ou seja, determinar quanto a gente vai colocar em cada classe de ativos. E claro, dependendo do seu perfil de investidor. Vou deixar alguns artigos sobre Cripto pra você estudar um pouco mais sobre esse mundo de Trader!

 

 

Fica até o fim que eu vou mostrar como diversificar 1.000 reais em cripto. Mas antes, vamos falar de perfil de investidor porque se você não se conhece como investidor, você pode acabar aportando um valor maior, ou menor do que você toleraria e depois vai ficar dando piripaque aí com seus investimentos. Investir tem que ser de boas, e sem ansiedade. E isso depende justamente de estabelecer as proporções, quanto você vai aportar em cada classe de ativos.  Então, antes de sair comprando tudo quando é cripto, se conheça primeiro. Pense nesses exemplos que eu vou te dar agora e tenta identificar em qual deles você se encaixa.

 

  • Investidor de Criptomoedas – Conservador

 

1. Se você é Conservador você não tolera muita volatilidade e risco a sua distribuição de ativos na carteira vai ter menos criptomoedas. No perfil conservador a renda fixa, CDB e títulos públicos são a maioria mais da metade da carteira fica em ativos com pouca ou nenhuma oscilação de preço. E tem garantias dadas por instituições financeiras, ou governo. É uma carteira que preza por segurança e não por rentabilidade, é uma carteira também para investidores de mais idade, que não querem arriscar seu patrimônio. Menos da metade da carteira fixa em ativos voláteis e mais arriscado como ações e criptomoedas.

 

Nesse perfil, no máximo 5% dos ativos fica em cripto. Pode parecer pouco, mas só 5% pode fazer toda diferença na rentabilidade com risco controlado. Afinal, 5% em cripto é uma porção que não compromete o equilíbrio da sua carteira de ativos globais. A gente já falou um pouco sobre isso aqui. Sobre como porções pequenas, 1%, 3% ou 5% em cripto, podem aumentar consideravelmente a rentabilidade de um portfólio de ativos globais diversificado. É uma carteira indicada pra quem está começando a investir e quer ir aportando enquanto aprende e se conhece também como investidor.

 

  • Investidor de Criptomoedas – Moderado

 

2. Se você não é tão conservador e quer arriscar mais um pouco, você é o perfil Moderado, você pode ter uma proporção um pouco maior de criptomoedas, como nesse gráfico aqui. Algo em torno de 10% a 20% em cripto. Nota que nesse perfil aqui, o componente Renda Fixa ainda é a maior parte da carteira. A proporção em cripto ainda é a menor parte do portfólio.

 

  • Investidor de Criptomoedas – Arrojado/Agressivo

 

3. Se você tolera super bem a volatilidade e não se importa que seus investimentos oscilem de preço, podem até ficar negativos por um tempo, no curto prazo, e se aumentar o risco e ter mais rentabilidade faz sentido pra você o seu perfil é Arrojado ou agressivo, nesse perfil o componente de renda variável e criptomoedas dominam. Renda fixa fica lá no cantinho, em uma proporção bem menor que em outros ativos. Aqui o negócio é adrenalina na veia. É também uma carteira pra investidores mais experientes que entendem os riscos e toleram as oscilações dessa classe de ativos.

 

Nessa carteira, a oscilação de preço será uma constante. E a rentabilidade, o retorno, está apoiado no longo prazo. É uma carteira que no curto prazo pode até ficar com rentabilidade negativa. Mas no longo prazo, a rentabilidade tende a compensar o risco. Nesse tipo de carteira, a proporção em cripto pode ser até mais alta, neste exemplo aqui, a carteira possui 20% em cripto mas pode ser até mais, se fizer sentido pra você!

 

O que são criptomoedas e como elas funcionam - TecMundo

 

  • E aí? Descobriu em qual desses perfis Investidor você se encaixa?

 

Então bora pros aportes em cripto! Vamos pensar aqui em uma carteira moderada. Igual a que mostramos, em que 10% fica aportado em criptomoedas. Ou seja, a cada 10.000 reais, 1.000 reais são aportados em criptoativos. Desses 1.000 reais a gente escolheu quatro criptomoedas pra diversificar nossa porção cripto da carteira. E eles fazem parte dessa porção laranja da carteira a parte mais arriscada de todas. E essas criptos que a gente vai falar agora, estão disponíveis na plataforma do Mercado Bitcoin e na Binance.

 

Tem as exchange onde eu compro as minhas criptoativos. Se você não conhece ou ainda não tem uma conta na Binance, clica no link aqui . E abra já sua conta gratuita! E bora montar carteira.

 

Então, no nosso exemplo a gente colocaria 500 reais, 50% em Bitcoin ele é o rei das criptomoedas, a mais forte, a mais descentralizada, resistente a censuras resistente a inflação, é o ouro digital. E é o principal ativo do mundo cripto. É por isso que metade dos nossos aportes fica em Bitcoin.

 

O próximo aporte, certa de 150 reais, ficaria em USDC. Um token de dólar. Como um colchão de liquidez para aproveitar oportunidades. É muito comum o bitcoin ter quedas bruscas e nesse momento é a melhor hora pra comprar com desconto. E enquanto a gente faz nossos aportes, a gente faz também um colchão de liquidez, para não ficar tentado a usar a grana de outras classes de ativos pra comprar Bitcoin.

 

Imagina por exemplo se o Bitcoin cai e você começa a querer vender seus ativos suas ações, seu tesouro direto, sei lá… antes do prazo, pra comprar Bitcoin porque ele caiu. Assim você desorganiza toda a estratégia que montou. E por inclusive perder dinheiro se fizer isso. Dessa forma que a gente está mostrando, o valor previsto para oportunidades, já está previsto e programado aguardando o momento certo de chegar. No nosso caso, fica em USDC, pareado ao dólar. E diminui a nossa exposição ao real, a inflação e a desvalorização da nossa moeda aqui no Brasil. E ainda agiliza o processo de trocas de criptomoedas.

 

O terceiro aporte seria em Ethereum, que é uma plataforma de lançamento de outras criptos muitos tokens que existem no mercado são tokens ERC-20 e utilizam a blockchain do Ethereum. É um projeto que pode crescer muito e se valorizar por isso, nosso terceiro aporte é nele. Cerca de 150 reais. Os últimos 20% da carteira ficariam em PaxGold, que é ouro tokenizado ele acompanha o preço do ouro e é uma forma de proteger sua carteira contra qualquer problema da economia global. E gente, é muito mais fácil e rápido e sem burocracia comprar ouro tokenizado do que comprar de formas tradicionais, via contrato ou via ouro em espécie mesmo que às vezes demora muito e tem um valor mínimo.

 

  • Existem outros ativos cripto?

 

Sim, existem, e você pode ir dosando e estabelecendo quanto quer comprar. A gente focou aqui nos principais ativos e em ter uma maior porcentagem em Bitcoin. A gente acredita nele como a principal cripto e faz sentido pra gente aportar a maior parte nele e diluir o risco em outras criptos. Nada disso é recomendação de compra, é como a gente faz. Tem pessoas inclusive que nem tem outras criptos, a sua fração cripto da carteira fica só em Bitcoin.

 

Qual é o panorama atual das criptomoedas no Brasil?

 

É uma opção pessoal, pra quem está começando no universo das criptomoedas pode ser uma opção interessante, começar com Bitcoin e depois ir diversificando não esquece que é importante ser consistente na construção da sua carteira de investimentos. Precisa criar o hábito de investir de forma recorrente, e as criptomoedas fazem parte desse processo de diversificação de portfólio. E aí? Ficou alguma dúvida? Quer mais dicas de como montar uma carteira cripto? corre lá encima pra ler os artigos que deixei sobre esse assunto!

 

Nos acompanhe que vem muito mais conteúdo por aí. Até a próxima, tchau.